A literatura perde um dos maiores expoentes do conto brasileiro
“…o paraíso é das pessoas que acreditam nele. É preciso desejar
o paraíso com muito desespero para um dia poder estar nele,
é preciso se dar por inteiro, se despojar dos
requintes que aprendemos aqui na terra .”
( Duílio Gomes, em O paraíso por um fio, do livro O nascimento dos leões)
– Adriano Macedo –
Depois de quase dois meses em estado de coma após um acidente vascular cerebral, o Brasil perdeu o escritor Duílio Gomes no dia 5 de novembro passado. Integrante da chamada Geração 60, foi editor do Suplemento Literário do Minas Gerais nos anos 1980, período em que foi um dos organizadores das Bienais Nestlé de Literatura, realizadas em São Paulo. Foi, também, colaborador dos jornais Estado de Minas e Jornal do Brasil.
Natural de Mariana (MG), Duílio publicou quatro livros de contos e um romance (http://www.coletivo21.com.br/duilio-gomes/), além de participar de inúmeras antologias. Das suas mãos, recebi de presente, há poucos meses, uma nova edição de “As cerejas”, coletânea organizada pela escritora Lygia Fagundes Telles. Nela, Os morangos, de sua autoria, é um texto sensível sobre a infância e as férias escolares do jovem Marcelo na chácara da família. No conto, conheci um jovem tão tímido quanto o autor, considerado por muitos até humilde. O correto seria dizer, nas palavras dele, “discreto”. Eu diria, um cavalheiro.
Conheci Duílio Gomes, inicialmente, como leitor. A cada leitura, novas surpresas e a certeza de que seus contos me revelavam um autor diferente, um cineasta das palavras, a mergulhar no oceano da memória, da infância, da amizade, da família, das tensões sexuais, da solidão humana, da loucura. Por meio dos seus livros, também estive Deitado no divã. “Gostaria de estar olhando uma vaca branca pastando… Gostaria que a vaca fosse transparente para eu olhar como funciona o seu organismo e gostaria também que nesse momento aparecesse um anão e me contasse estórias que eu ouviria alisando os pêlos da vaca e olhando o seu organismo funcionando, estômago, intestino, fígado e pulmões”.
Acompanhei, como um voyeur privilegiado, as travessuras da filha do doutor Fernando com o jardineiro, em O verão na estufa, e da mulher de vestido Verde suicida com o rapaz da bicicleta. Estive tão angustiado quanto o cego a preparar uma omelete quando o porco entra na cozinha (em O ovo com solenidade). E vivi momentos de tensão ao assistir aos conflitos das irmãs Branca e Marcela em torno de um tal Adriano, enquanto Branca, a mais velha, com uma criança de colo, sofria o peso do dia a dia e a incerteza do regresso de Afonso Balsas.
Durante os dois meses de internação, os familiares, amigos e leitores ficaram na torcida por Duílio, entre a esperança pelo regresso e a desconfiança diante do desconhecimento da extensão do problema. Quem já perdeu um parente ou um amigo próximo sabe como é difícil, num momento como esse, se manifestar ou escrever algo para compartilhar com outros a memória de quem partiu ou manifestar solidariedade à família. Mas fica a certeza de que Duílio Gomes é e sempre será um ficcionista dos grandes, autor obrigatório na biblioteca de quem aprecia literatura de bom gosto, um ser humano generoso para se guardar com carinho na lembrança.
Para quem teve o privilégio de ser um dos seus amigos também no Facebook, como eu tive, registro abaixo alguns links do youtube com músicas da melhor qualidade, uma forma de dividir um pouco do refinado gosto musical do Duílio, como ele fazia com regularidade. Era visível a preferência pelo jazz e a bossa nova. “Sou da turma da Bossa (que nos EUA eles chamam de Bossa Style), mas o meu lado infantojuvenil às vezes balança e curte esses bluesrocks”, chegou a postar certa vez. Ele compartilhava ainda pérolas da música brasileira, como as de Marcos Valle.
As primeiras músicas da seleção são Senza fini, de Ornella Vanoni (música tema, se assim podemos dizer, do conto Os morangos) e C’est une bossa nova, interpretada por Brigitte Bardot. Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a criação literária do Duílio, sugiro uma visita ao Cronópios, uma entrevista realizada em 2010 por Márcio Almeida, em que o escritor fala das influências literárias (Machado de Assis, Dalton Trevisan, Lygia Fagundes Telles, Truman Capote, J.D.Salinger e Ray Bradbury), do cineasta que poderia ter sido (se não fosse escritor) e sobre o seu estilo literário.
Por fim, não poderia deixar de registrar um trecho de Starville, conto publicado na antologia “Coletivo 21″ (Autêntica, 2011), lançada uma semana depois de Duílio ser internado. O texto foi lido pelo amigo e escritor Antonio Barreto na noite de autógrafos. “Eu ofereço Starville como quem dá a mão, eu recebi e fui feliz e amanhã meu Deus o que faz a felicidade inchar o coração de um homem”.
C’est une bossa nova (Brigitte Bardot)
All The Things You Are (The Oscar Peterson Trio)
The lady is a tramp (Lennie Dale & Sambalanço Trio)
Upa Neguinho (Caterina Valente e Sergio Mendes)
Terra de ninguém (Marcos Valle)
26 anos de vida normal (Marcos Valle)
26 anos de vida normal (interpretado por Erasmo Carlos)
Uma reflexão sobre os prêmios nacionais de literatura de Belo Horizonte
O primeiro movimento realizado pelo Coletivo 21 foi a mobilização iniciada em 6 julho para manifestar a insatisfação dos escritores diante da não realização dos concursos nacionais de literatura Cidade de Belo Horizonte e João-de-Barro, em 2010 e, até aquela data, em 2011.
Diante da carta aberta do Coletivo 21, com a adesão de quase 250 assinaturas, a Fundação Municipal de Cultura, embora mantivesse a posição de não realizar o Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte em 2011, comprometeu-se a revisá-lo, com vistas a sua dinamização e retomada, em 2012.
Em 1º de setembro, durante o Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, fomos novamente surpreendidos pela FMC, que modificou substancialmente o regulamento do concurso João-de-Barro, privilegiando o projeto gráfico, em detrimento do texto literário.
Abrindo espaço para uma reflexão sobre o concurso João-de-Barro, o Coletivo 21 publica carta endereçada ao grupo pela escritora e professora da Faculdade de Letras da UFMG, Maria Antonieta Cunha, uma das mais conceituadas especialistas em leitura do país, atual secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
9 de setembro de 2011
Caros amigos do Coletivo 21
Convidada a participar da reunião de vocês, em que em algum momento se discutirão os termos do edital do Prêmio João de Barro, explico, primeiramente, que fui proibida expressamente de sair do repouso, para tentar melhorar minhas condições para amanhã participar das atividades do Salão, ao qual tenho ido, ainda que com alguma dificuldade, devido a uma asma implacável.
Em segundo lugar, gostaria de expressar também meu enorme respeito não somente à Prefeitura de BH, mas sobretudo à Fundação Municipal de Cultura, à sua Presidente e a seu grupo técnico. Quero, ainda, assegurar minha grande consideração a toda a cadeia criativa e produtiva do livro. A opinião emitida adiante apenas visa a colaborar nas discussões em torno de um prêmio que, realizado pelo poder público, por isso mesmo chama o público para sua avaliação. E, por minhas atuais funções no PNLL, e por minha histórica relação com a questão do livro e da leitura , sinto-me no dever de participar de todos os debates que podem ajudar-nos a encontrar os melhores caminhos para a leitura no nosso país.
A importância de se reverem programas e, eventualmente, alterá-los, dar-lhes formas mais adequadas foi, certamente, o que gerou as mudanças no atual edital do Prêmio em questão.
Nesse sentido, não extingui-lo, como se fez, inexplicavelmente, com o Cidade de Belo Horizonte, o mais Antigo e altamente conceituado prêmio de literatura do solo brasileiro ( lembrado, inclusive, para tombamento), é uma ótima notícia.
No entanto, sua transformação radical tirou-lhe pelo menos duas de suas características mais louváveis: a) a inclusão de um júri infantil ou juvenil e b) o apoio específico e inarredável ao texto literário, cuja existência configura, desde sempre, a literatura. ( Fora a questão de não distinguir as “categorias” Infantil e Juvenil, complicadas, certamente, mas minimamente orientadoras.)
Com relação ao júri ”não técnico”, todos conhecemos o quanto a escolha de alunos das escolas municipais para jurados alimentava a mediação de leitura nesses espaços. Por sua vez, não se pode considerar a importância dada à recepção pelos estudos lingüísticos e literários mais avançados.
Com relação à mudança da premiação, não mais dirigida ao autor do texto, mas ao projeto gráfico, configura-se aí, na minha opinião, um importante equívoco:
a) A mudança de foco exige do escritor um trabalho que não é seu e um conhecimento ( de projeto gráfico, ilustração, etc) que não lhe é obrigatório, e força-o a fazer um ‘contrato de risco” com outro artista, que nem nos cabe solicitar que conheça. Está-se pedindo do artista da palavra que faça o dever da editora (Nem a editora, em sã consciência, pede isso do escritor.).
Sabemos que nem sempre grandes textos de literatura estão nas grandes cidades, onde se concentram as maiores possibilidades de vida editorial, nem saem sempre tais textos dos medalhões, eles, sim, mais conhecedores dos meandros editoriais . Ao contrário, prêmios bem concebidos podem, como o João de Barro fez tantas vezes, tornar conhecidos e nacionais nomes antes sem nenhuma projeção no mundo literário e editorial. Essa, sim, uma ótima oportunidade oferecida pelo poder público.
b) O edital, tal como está, pois, dificulta a descoberta de novos nomes para a literatura, desencoraja a participação daqueles que são, “ simplesmente” e muitas vezes excelentes, escritores. Favorece, claramente:
a) editoras, que poderão inscrever seus projetos em andamento.
b) ilustradores- projetistas gráficos, que , eventualmente, escrevam textos.
(Mas estes não estiveram, nunca, impedidos de inscrever seu texto, e, depois, ganhar pelo seu trabalho de ilustrador. Seu duplo talento estaria reconhecido, e premiado e pago.) Parece que essa seria a hipótese embutida no edital, uma vez que não deixa claro como dividir a premiação, no caso de “dois autores”.
O edital, dessa forma, me parece conter uma proposta muito mais editorial, mais empresarial, do que de política pública.
Deve-se deixar claro que os ganhadores do Prêmio têm aberto portas e conseguido belos projetos gráficos. Por outro lado, se se deseja ampliar (e não restringir) o alcance da premiação, incluindo projeto gráfico/ ilustração, para valorizar o livro como um todo, a fórmula do extinto INL era perfeita, propondo o concurso em duas etapas. Na primeira, escolhia-se o texto, e, na segunda, escolhia-se um dos projetos ou ilustrações inscritos para o texto ganhador.
Assim, não se confundiam papéis e atribuições: o escritor escreve, o artista gráfico/plástico ilustra, o poder público premia e a editora publica.
Em síntese, esses seriam os aspectos mais importantes que me parecem merecer uma discussão conseqüente, inclusive com a própria FMC . Certamente, do debate respeitoso e não sectário, onde todos os argumentos de todos os lados sejam considerados, sairão as melhores propostas para o caso..
Abraço a todos, e à disposição, sempre.
Maria Antonieta Cunha
Leia mais »Coletivo 21 lança antologia no Sempre Um Papo, em São Paulo
O Coletivo 21 lança, no dia 26 de outubro, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, a primeira antologia do grupo. A noite de autógrafos faz parte da programação do projeto Sempre Um Papo e será precedida de um bate-papo com os escritores Adriano Macedo, Antonio Barreto, Dagmar Braga, Jorge Fernando dos Santos, Luís Giffoni e Malluh Praxedes.
A publicação, que leva o mesmo nome do grupo, Coletivo 21 (Autêntica Editora), foi lançada no dia 9 de setembro, em Belo Horizonte, dentro da programação do Salão do Livro. A obra reúne 33 textos, em prosa e verso, e é dedicada aos escritores Cunha de Leiradella (amigo dos coletivos e que viveu durante mais de duas décadas na capital mineira antes de retornar à terra natal, na Serra do Gerês, norte de Portugal) e Alécio Cunha (1969-2009).
Trata-se de uma proposta diferenciada, um mosaico de contos, crônicas, versos e aforismos, trechos de romance e biografia, além de um texto visual. Dela participam alguns dos principais escritores da atualidade e novos nomes do cenário literário, integrantes do Coletivo 21, que apresentam sua visão particular sobre os mais variados temas.
A orelha é assinada pelo escritor Luiz Ruffato e a apresentação é feita pela escritora Vivina de Assis Viana. “A antologia é uma espécie de cartão de visita do grupo, uma vitrine para mostrar ao leitor que os escritores perpetuam, em Minas Gerais, a tradição do fazer literário, sem a presunção de buscar um padrão estético ou de tentar compreender o momento literário”, afirma o jornalista e escritor Adriano Macedo, organizador da antologia e coordenador do grupo Coletivo 21.
“Coletivo 21, título mais sintomático que simbólico, carimba as intenções de um grupo de escritores que pretende analisar, discutir e, se possível, apreender – com sensatez e sensibilidade –, dentro e fora dos livros, a insensatez e a insensibilidade que, nos últimos tempos, povoam certos segmentos político/artísticos da sociedade, sobretudo no que se refere à literatura do século 21″, comenta Vivina de Assis Viana no prefácio.
Já Luiz Ruffato afirma, na orelha do livro: “esta antologia vem responder, entusiasticamente, que a literatura mineira está mais viva que nunca. O leitor encontrará juntos 23 autores (vários deles já bastante conhecidos nacionalmente), que oferecem o melhor de sua produção em contos, que vão dos curtíssimos aos mais longos (Caio Junqueira Maciel, Neusa Sorrenti, Adriano Macedo, Carlos Herculano Lopes, Duílio Gomes, Luis Giffoni, Ronald Claver, Malluh Praxedes, Branca Maria de Paula, Francisco de Morais Mendes, Jaime Prado Gouvêa, Jeter Neves, Jorge Fernando dos Santos, Ronaldo Guimarães, Ronaldo Simões Coelho e Sergio Fantini), trecho de romance (André Rubião), poemas (Antonio Barreto, Dagmar Braga e Olavo Romano), trecho de biografia (Cristina Agostinho), aforismos (Leo Cunha) e até mesmo em um devaneio gráfico (Cláudio Martins). Ao final da leitura fica a constatação: a tradição de Minas Gerais como sinônimo de literatura de boa qualidade está mantida!”.
O Coletivo 21 é formado por autores que, juntos, têm mais de 300 títulos publicados nos mais variados gêneros literários, muitos deles premiados e reconhecidos no Brasil e no exterior. O primeiro livro do grupo é dedicado ao escritor Cunha de Leiradella, “português mineiro adotivo, companheiro dos coletivos”, e Alécio Cunha, poeta, jornalista, “amigo dos amigos”. A antologia será lançada em outras cidades brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Serviço
Lançamento da antologia Coletivo 21
Dia: 26/10/2011
Hora: 20h
Local: Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas 141 – Vila Mariana
Leia mais »Prêmios destacam autores do Coletivo 21
Os escritores Jeter Neves e André Rubião, integrantes do Coletivo 21, acabam de receber prêmios importantes nas áreas de literatura e ciências sociais. Escritor e professor universitário, Jeter Neves (autor de Fratura Exposta e A língua da serpente) venceu o Prêmio Governo do Estado de Minas de Literatura (2011), na categoria romance, com o livro Vila Vermelho. Para ele, o resultado teve um valor especial, quase como um teste para motivar a retomada do ofício de escritor. “Durante quinze anos estive afastado da atividade literária em função da carreira acadêmica, que, como se sabe, é uma devoradora de tempo. Como o prêmio tem grande expressão em âmbito nacional, e dele participam nomes consagrados, recebê-lo foi uma espécie de recado. Apesar do tempo, não perdi a ‘embocadura’, posso ir em frente”, afirmou.
O romance, narrado na primeira pessoa, tem como eixo a história de um bem sucedido empresário no ramo de compra e venda de terras nas grandes fronteiras agrícolas do país (terras devolutas, incluindo-se aí terras de índios, de colonos expulsos da terra, grilagem…) que volta à terra natal, Vila Vermelho, depois de quatro décadas ausente. Ele é o narrador que, durante sete dias, encontra-se ao lado do leito de um ouvinte aparentemente inconsciente, um velho professor de História e Filosofia da sua juventude. Para o paciente, o narrador desfila confissões nada exemplares dos tempos de juventude, quando tinha projetos de vida cheios de esperança e de idealismo. “Não se trata da voz de um herói, no seu sentido mais convencional. Exploro a dimensão oral da narrativa, sem desconsiderar o fato de que o narrador tem um nível cultural que lhe confere o domínio da variedade padrão da língua. Trabalhei o texto, à exaustão, de modo a contornar os clichês literários, que, como sabemos, nos assombra o tempo inteiro, porque é uma herança, às vezes fatal, de nossa imensa cultura literária”, explica Jeter.
Já André Rubião, autor do romance Um esqueleto no armário e doutor em Ciência Política pela Universidade Paris 8, faturou o Prêmio Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa, da Universidade de Coimbra. Com sua tese de doutorado sobre o papel social da universidade, ele obteve o primeiro lugar no Prêmio CES, que teve como presidente do júri o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. O trabalho de Rubião, “A Universidade Participativa. Uma análise a partir do Programa Pólos de Cidadania”, foi destacado pelo júri por sua linguagem “pouco hermética” e com “forte apelo literário”. Como ressaltou o professor Carlos Roberto Jamil Cury, membro da banca examinadora que conferiu ao autor o título de doutor, “Rubião faz hoje o caminho inverso dos tempos passados. É uma tese produzida em Minas que ganha o reconhecimento de Coimbra, uma das mais prestigiosas universidades européias.”
Desenvolvido na universidade francesa, em co-tutela com a UFMG, o trabalho partiu de uma análise histórica de modelos e transformações das universidades no mundo, diante daquilo que o autor definiu como a atual crise identitária das universidades. Rubião propõe um modelo ideal, a “Universidade Participativa”, capaz de atender às exigências institucionais contemporâneas, tendo como fonte de inspiração o programa “Pólos de Cidadania”, da UFMG, coordenado pela professora Miracy Gustin. “Foi a iniciativa do Pólos, somada a um estudo histórico dos modelos de universidade, desde a Idade Média até a contemporaneidade, que me forneceram as bases ideológicas para pensar aquilo que defino como um ‘modelo institucional participativo’. A reforma da universidade é um assunto complexo, mas o Brasil precisa encará-lo de forma incisiva”, afirma o membro do Coletivo 21.
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